sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Tambor AfroGaúcho


Costumo ficar atento as mensagens expressas no convívio urbano, como utilizam o espaço público e como materializam suas vozes em códigos, imagens e intervenções em seus diversos suportes. A mais recente surpresa foi na Cidade Baixa, bairro boêmio de Porto Alegre, a convite do meu amigo de mestrado Leandro Bazotti para conhecer as cervejas artesanais do Rio Grande do Sul, muito boas por sinal, mas isso é assunto para outra postagem. Encontro o cartaz, imagem acima, afixado no banheiro de um pub, sobreposto por diversos outros. Vi mãos espalmadas logo me veio a ideia do manuseio de um instrumento percussivo, além de confirmar a desconfiança percebo uma narrativa pronta de resistência do povo negro que tanto trabalhou por este país, e como a imagem ilustra, disputando sua visibilidade com tantas outras vozes. Vale assistir o documentário, aprendi em 2h o que não havia aprendido em quase dois anos morando por este torrão.







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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quer conhecer uma cidade? Conheça seus artistas!


Não se trata de uma ode a cigarra, mas um convite a perceber as cidades para além dos guias turísticos, compreendendo assim o artista como seu principal mediador. O Flâneur sempre esta em busca de um, só assim descobrirá o que o liga, o que o ata na cidade e o faça sentir parte dela. “O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá” já diria Italo Calvino em suas Cidades Invisíveis, uma bela visão, podemos complementar, discordando, com o fato de que se identificas com algo, aquilo passa a ser seu antropofágicamente.

Mas por que o artista? Percebo este enquanto agente capaz de expressar, nas mais diversas linguagens, sua relação com as formigas, esta relação é que faz pulsar toda dinâmica de uma cidade. Se as acolhem no frio ou a deixam foram do abrigo no inverno. Em tempos híbridos e ampliação dos fluxos, temos o formigarra ou a cigamiga, o artista empreendedor dos seus negócios.  Neste caso, o viajante tem de ir onde o artista está e descobrir suas falas, suas narrativas e seus construtos simbólicos. Não gosto do termo “alternativo”, pois acho que é um reconhecimento, às avessas, de circuitos oficiais e oficiosos. Toda uma cidade está manifesta em um poema, uma musica, um filme, uma dança, um baile. Como celebram a vida na noite revelam as relações travadas durante o dia. E vice-valsa.

Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, possui uma dinâmica urbana incrível embora sua imagética ainda esteja voltada para o ruralismo campeiro e a colheita da uva. Claro, a cada dois anos este rito se atualiza com a Festa Nacional da Uva e anualmente com as celebrações dos festejos farroupilhas no mês de setembro.


Irei expor aqui alguns grupos musicais que aqui conheci e dos festivais que aqui acontecem, que poderiam perfeitamente compor a atratividade turística da cidade. Clique nas imagens para acessar seus sites.

Festival Brasileiro de Música de Rua

Mississippi Delta Blues Festival

Bloco da Velha

Projeto Ccoma

Cuscobayo